Apr
29
2008
O Discurso dos Derrotados
Author: AdminSifu Alex Magnos
Espero que, esteja onde estiver, o grande pensador francês Renê Descartes, também conhecido como “Cartesius” possa me desculpar por tomar emprestado a idéia de um dos seus mais famosos trabalhos. Título que tomo a liberdade de usar livremente para expressar nestas poucas linhas, com minhas próprias idéias, em um assunto e contexto absolutamente diferentes do abortado pelo filósofo franco.
Contudo, se o assunto que hora abordo distancia-se em número e grau do pensador franco, aproxima-se, da mesma forma, das fábulas escritas por um antiqüíssimo e também pensador grego chamado Esopo, cujas fábulas encerravam um profundo sentido moral e ético que venceu ao teste do tempo e culturas que dó se ergueram e ao pó novamente foram reduzidas, umas pela mão do homem, outras pelo próprio tempo.
A fábula do grego Esopo a qual me refiro pela segunda vez relacionado ao Kung Fu, acho, é a fábula “A Raposa e as Uvas”. Ultimamente, tenho visto declarações apaixonadas e pejorativas de pessoas que mal atingiram 0,0000% da Ciência HFY ou pessoas que tentaram sem sucesso colher mesmo uma migalha que fosse da Ciência HFY e não conseguiram. Mas se essas mesmas pobres e derrotadas almas hoje estão fora do universo HFY e por isso (obviamente) motivadas pela certeza que perderam a oportunidade de estar em algo real e que não encontrarão mais, não importa onde vão, foram eles mesmos que geraram seu carma ruim e por isso sofrem.
Assim os paladinos da derrota e da inveja, feito bestas desvairadas, clamam e berram aos “quatro ventos” seu desgosto devido a certeza de que não mais terão aquilo pelo qual tanto anseiam, dizendo eles que aquilo que no seu mais íntimo desejam (HFY) não presta, é falso, etc, etc. Discurso típico dos derrotados e invejosos. Discurso que é perfeitamente tratado no clássico texto do fabulista que novamente reproduzo aqui:
- Certa vez uma raposa passava ao lado de um pomposo vinhedo onde havia uvas tão suculentas que era praticamente impossível alguém passar e não notar a beleza daquelas minúsculas e deliciosas frutinhas, e como estava faminta a raposa decidiu entrar no vinhedo e comer algumas daquelas delícias que estão ali apenas esperando para serem comidas.
- Assim a raposa saltou, pulou e saltou por muitas vezes na tentativa de alcançar as pequenas delícias que desejava comer com toda a sua força, mas seu esforço fora em vão. A raposa não conseguiu alcançar as uvas por mais que tentasse pular mais alto. Assim, a raposa se convenceu de que não iria conseguir saborear nenhuma daquelas delícias que balançavam ao vento nos galhos do vinhedo. Então a raposa olhou para as uvas com desdem e disse: “Ah, eu não queria mesmo comer essas uvas! Que se dane, elas devem estar azedas mesmo!”
E Esopo termina a fábula dizendo – “É fácil desdenhar o que você sabe que não tem capacidade para conseguir”
(Texto A Raposa e as Uvas de Esopo – Tradução livre do original em grego)
Um viva aos derrotados!!